sexta-feira, 17 de março de 2017

Internet das coisas


Veja a íntegra da matéria publicada no Estadão sobre o Fórum de Inovação realizado pelo jornal. 
IoT automatiza casas, empresas e cidades: https://goo.gl/e4JPfM
O que muda com a internet das coisas: https://goo.gl/e4JPfM

quinta-feira, 16 de março de 2017

Papel da CT&I e os recursos para o setor


  Em artigo na Revista Conjuntura Econômica falo da importância da ciência, tecnologia e inovação e dos recursos para o setor no Brasil.

terça-feira, 14 de março de 2017

Congelamento de investimentos em C,T&I compromete desenvolvimento do país


Os agentes do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação enfrentam hoje os desafios tanto de conscientizar a sociedade e os tomadores de decisão sobre a importância do financiamento dessas atividades, como também de aumentar seus impactos social, econômico e intelectual.

A avaliação foi feita por participantes da cerimônia de abertura da primeira edição em 2017 do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), na quinta-feira (09/03), na Fapesp, em São Paulo. O encontro, que termina nesta sexta-feira (10/03), reúne representantes das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de 25 estados e do Distrito Federal, com o objetivo de debater o financiamento à pesquisa no Brasil e o aumento da cooperação internacional.

Presente no evento, o presidente da Finep, Marcos Cintra, ressaltou que ainda não há uma clara percepção no Brasil da importância da C, T&I para o desenvolvimento econômico e social do país. “Passamos por um momento de extrema dificuldade do ponto de vista econômico e me parece que a ciência e a tecnologia estão sendo jogadas na vala comum de outros setores, como o de transporte e infraestrutura, que demandam investimentos que podem ser postergados, sem prejuízos no resultado final”, afirmou o economista.
De acordo com o Cintra, qualquer país que paralisa seus investimentos em ciência e tecnologia dificilmente conseguirá recuperar seu espaço perdido nessas áreas. “O mundo está avançando. Se perdermos a visão da fronteira tecnológica mundial, estaremos fadados a ser meras colônias do ponto de vista científico e tecnológico e caudatários no processo de desenvolvimento econômico”, completou.
O Brasil tem aumentado seu gap tecnológico em relação ao mundo, como mostrou o diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo (CTA) da Fapesp, Carlos América Pacheco. A produtividade do país no período de 1990 a 2014 teria crescido apenas 4%. “É absolutamente impossível conseguir atingir uma trajetória sustentável de crescimento sem que a produtividade do país cresça”, afirmou.

Segundo ele, o fator determinante para o crescimento da produtividade é a inovação tecnológica, que demanda um forte investimento não só nessa área, como também em ciência e tecnologia.

Desafios
Um dos principais desafios apontados pelos participantes do evento para aumentar os impactos social, econômico e intelectual da C, T&I produzidas no país é aumentar a interação entre governo, empresas e organizações.
“As empresas têm que ser atores decidindo o jogo, e elas querem ser e ter razões para inovação, mas as condições da economia brasileira não favorecem que façam isso”, avaliou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.
Além de Cintra e Pacheco, participaram da cerimônia de abertura o presidente da Fapesp, José Goldemberg, representando o governador Geraldo Alckmin; o presidente do Confap, Sérgio Gargioni; o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho; o secretário de políticas e programas de pesquisa e desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Jailson Bittencourt de Andrade, representando o ministro Gilberto Kassab; o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges; Maurício Juvenal, chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo e o vice-presidente do CTA da Fapesp, Eduardo Moacry Krieger.
Fonte: Agência Fapesp

quarta-feira, 8 de março de 2017

Investimentos em CT&I devem ser imunes a cortes

Em artigo no jornal O Globo afirmo que investimentos em ciência, tecnologia e inovação devem ser imunes a cortes em momentos de ajustes orçamentários. Devem ser priorizados como saúde e educação. 


Inovação e teto de gastos

Por Marcos Cintra - 08/03/2017

O necessário freio na expansão do gasto público promovido pela Emenda Constitucional nº 95 representa uma mudança crucial na gestão pública. A busca do equilíbrio orçamentário, que se habituou por aumentos da carga tributária, passa a focar o controle da despesa.
Por outro lado, para que o objetivo de crescimento a longo prazo seja alcançado, é importante garantir que, mesmo em contenção fiscal, os investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) sejam priorizados, como acontece com a Educação e a Saúde.
Isso é essencial, já que a dinâmica econômica é e será cada vez mais baseada na inovação. E por inovação não podemos entender apenas o empreendedorismo digital, como os recentes casos de sucesso do Google, Facebook, Uber e Amazon, apesar de sua importância.
O conceito de inovação que, de fato, já molda o mundo e continuará a fazê-lo amanhã é mais amplo e possui forte componente de conhecimentos científicos e tecnológicos. Segmentos como bio e nanotecnologia, novos materiais, indústria 4.0, energia renovável, energia nuclear e fármacos exigem enormes investimentos em recursos humanos multidisciplinares, além de volumosos investimentos em laboratórios e centros de pesquisa, a exemplo dos projetos Reator Multipropósito Brasileiro e Sirius de luz sincrotron.
A indústria 4.0, por exemplo, reconhecida como a Quarta Revolução Industrial, e caracterizada por sistemas ciberfísicos e pela utilização da inteligência artificial, promoverá grande aumento de produtividade e uma profunda alteração nas cadeias globais de valor. Os países que saírem à frente terão vantagens em uma nova configuração em que as fábricas não serão mais direcionadas a países de mão de obra barata, mas sim àqueles com maior automação e tecnologia.
A Nike, por exemplo, cuja produção está quase totalmente direcionada à Ásia, recentemente montou uma fábrica nos Estados Unidos com a utilização destes conceitos. Outras empresas, como Apple e GE, também estão retornando aos EUA graças a essas tecnologias.
Sem investimentos em CT&I, perderemos estas corridas tecnológicas e, logo, nossa posição em setores como o aeronáutico, o agronegócio e o automobilístico. O mundo não está parando seus investimentos em CT&I. Muito menos estará à nossa espera se o fizermos. A China, por exemplo, mesmo em uma crise econômica, anunciou uma meta de expansão dos gastos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de 2,1% para 2,5% do PIB até 2020.
Um tratamento não prioritário à CT&I nacional dentro do programa de reequilíbrio orçamentário significaria andar na contramão dessas tendências e, pior, jogar fora boa parte dos investimentos já realizados na estruturação de moderna infraestrutura laboratorial e de grupos e redes de pesquisa.
O desenvolvimento econômico dos países mais modernos do mundo deve praticamente toda sua pujança à tecnologia e à criatividade de seus sistemas de produção e comercialização de bens e serviços.

Trata-se de fenômeno que vem ganhando força, como constatado pela evolução de economias como Israel, China e Finlândia, que atingem hoje padrões de riqueza e de qualidade de vida semelhantes, e até mesmo superiores, aos EUA, Japão e outras nações europeias.

Marcos Cintra é presidente da Finep e professor da Fundação Getulio Vargas

Para ler o artigo no jornal O GLOBO, clique no link:

terça-feira, 7 de março de 2017

Reforma tributária de volta à agenda


O Executivo se mobiliza para mexer na caótica estrutura de impostos do país. Da mesma forma o Congresso apresenta uma proposta que pode servir como embrião para o Imposto Único​. A sociedade deve levar adiante esse debate e começar a enfrentar o entrave tributário que tanto limita o desenvolvimento do país.

Mais sobre o assunto no Jornal Estadão: http://ow.ly/yGmC309Ge0x

sexta-feira, 3 de março de 2017

Retomada do crescimento e reforma tributária


A economia brasileira começa a dar alguns sinais de reversão de uma recessão severa que já dura 11 trimestres. Nesse período a economia encolheu mais de 8% e hoje cerca de 13 milhões de trabalhadores estão desempregados.

Alguns segmentos dão sinais positivos de que a crise pode ter chegado ao fim. O de agronegócio terá safra recorde, o automobilístico começa a normalizar estoques e o de bens não duráveis registra aumento de consumo. O setor industrial de um modo geral registra cerca de nove segmentos que estão esboçando reação. Soma-se a tudo isso a manutenção da inflação em um patamar relativamente baixo, o que tem efeito positivo sobre a renda.

É cedo para afirmar que a economia brasileira retomou um ritmo firme de crescimento, mas tudo indica que a situação parou de piorar. Aos poucos aumentam a confiança do consumidor e das empresas. No atual cenário é hora de retomar as reformas estruturais.

É importante que a sociedade esteja engajada em levar adiante algumas reformas cruciais como a previdenciária e a tributária. Elas são necessárias para que o crescimento se dê de modo sustentado.

Em relação à reforma tributária cabe destacar a proposta do deputado Luiz Carlos Hauly, que tem como principais mudanças a unificação de nove tributos em um e a criação de um Imposto sobre Movimentação Financeira (IMF). Não é o projeto ideal para o país, mas ela é importante como ponto de partida para começarmos a mudar nosso caótico sistema de impostos, que trava de modo severo o setor produtivo e o potencial de consumo no país.

É preciso retomar o crescimento. É preciso criar empregos. É preciso avançar na reforma tributária.