sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Assumi o Conselho da Embrapii

Neste mês de dezembro passei a fazer parte do Conselho Administrativo da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Trata-se de uma instituição que atua compartilhando riscos de projetos com empresas visando estimular inovações na indústria e elevar a competitividade da produção nacional.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Presidente da Finep participa da reunião da MEI



O presidente da Finep, Marcos Cintra, participou da última reunião de líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) em 2016, na sexta-feira (2/12), em São Paulo.  No encontro, empresários apresentaram os resultados das três imersões em ecossistemas de inovação realizadas neste ano e projetaram as principais agendas para 2017. Conduzido pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, o evento contou também com a presença do presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Luiz Otávio Pimentel.

Marcos Cintra alertou que 2017 será um ano difícil do ponto de vista de concorrência orçamentária para aportes em políticas públicas e estratégias. Ele frisou, porém, que há uma expectativa de se ampliar gradualmente a participação do PIB nos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Segundo ele, hoje esse investimento é de cerca de 1,3% do PIB.

"O grande desafio em torno de políticas públicas hoje é como preservar os recursos já disponíveis, que estão em franco processo de diminuição ao longo dos anos e como administrar instrumentos novos", observou Cintra. "As principais metas de investimentos estão em torno da atração de recursos privados em inovação, apoio à empresa de menor porte, retorno de recursos para apoio a novas ações e que o Estado assuma maior nível de risco em prol da inovação", completou.

"A inovação é o principal caminho para a competitividade de todos os setores econômicos, não só da indústria. Temos procurado fazer conexão com institutos estrangeiros, trazer tecnologia para o Brasil", afirmou Robson Braga de Andrade.

Já o presidente do INPI fez um resumo dos principais programas desenvolvidos pela instituição e observou que a entidade recebeu um importante reforço de pessoal, o que dará mais celeridade aos processos. Segundo ele, além dos 70 classificados do concurso de 2014 que foram convocados em maio, outros 70 já estarão em atividade no começo de 2017. "Estamos trabalhando para melhorar a qualidade e celeridade dos exames no que se refere àquilo que vai ser muito importante em um futuro próximo. Ou seja, patentes relacionadas a manufatura avançada, biotecnologia e tudo o que envolve patentes de software, energias alternativas e alimentos", contou.

Coube ao gerente-geral da IBM na América Latina, Ricardo Pelegrini, fazer um balanço das imersões que a MEI liderou em 2016. Ele apontou que, ao longo das três missões - no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha -, 41 organizações foram atendidas e 23 centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) foram visitados por um total de 68 participantes. Segundo Pelegrini, 10 resultados foram identificados, entre parcerias em PD&I, revisão de portfólios, reestruturação de governança e revisão de currículos de graduação e pós-graduação.

Participaram das imersões diretores da CNI e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), além de empresários, representantes de empresas, do governo e de universidades. "Tivemos uma participação de alto nível tanto das entidades quanto das empresas. A articulação que tivemos e a diversidade de integrantes foi um ponto muito positivo", destacou Pelegrini.

"Queremos pegar as melhores experiências do Brasil para estimular o pensamento e visitar novos locais em 2017. Seremos pragmáticos para abrir portas e ajudar as empresas a inovar. E é importante também termos o reconhecimento internacional de alguns casos de sucesso de inovação de empresas participantes da MEI", acrescentou o presidente da IBM América Latina. Em 2017, haverá imersão em institutos SENAI de Tecnologia, no Brasil, além de missões nos Estados Unidos e na Suécia.

Um dos participantes da imersão feita em outubro à Alemanha, o diretor comercial da PPI-Multitask, Marcelo Pinto, relatou que a missão teve grande importância para a empresa que comanda, especializada na produção de software para chão de fábrica. "Fiquei surpreso com o que vi de capital social. O programa não só me abriu portas, como voltei com a ideia de que a participação da empresa em inovação será mais colaborativa, e não interna. A Alemanha usa tecnologias que estão todas ao alcance das nossas mãos", enfatizou.

Congresso:

O evento mais importante da MEI em 2017 será o 7°Congresso Brasileiro da Inovação da Indústria, marcado para os dias 27 e 28 de junho, em São Paulo. Durante o encontro, voltado para a promoção da inovação no meio empresarial, será realizado o Prêmio Nacional de Inovação, que está com inscrições abertas até o dia 15 de janeiro. O objetivo é premiar iniciativas inovadoras de pequenas, médias e grandes empresas.

De acordo com o CEO da GE Brasil, Gilberto Peralta, o congresso reunirá especialistas de todo o mundo para trocar experiências e conhecimento sobre a inovação e debater iniciativas inovadoras de referência global. O evento terá ainda debates sobre proposta de aprimoramento de políticas públicas.


(Fonte: Diego Abreu - Agência CNI de Notícias
Foto: Marcos Issa/Argosfoto)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Imposto Único na Índia

A Índia debate a adoção do imposto único sobre a movimentação financeira. O grupo que defende a ideia propõe a substituição de quase todos os tributos por um imposto único de 2% sobre o crédito das transações bancárias. A organização, denominada Arthakranti, afirma que essa reforma tributária seria viável para simplificar a complexa estrutura fiscal daquele país e a solução para a corrupção e a informalidade disseminada na sociedade indiana. A entidade, que afirma realizar uma abordagem científica de suas propostas, utiliza como base para o projeto o livro que lancei em 2009 nos Estados Unidos, intitulado Bank Transactions: Pathway to the Single Taxideal.
Veja a proposta no link http://arthakranti.org/proposal
No site da Arthakranti são rebatidas as principais críticas dos opositores e o livro Bank Transactions: Pathway to the Single Tax ideal é citado como fonte de estudo. Para acessar clique no link: http://arthakranti.org/proposal/objections-and-positions




terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nova governança para agilizar os projetos de inovação

A Finep é responsável pelos atos de natureza técnica e administrativa necessários à gestão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), cuja finalidade é dar suporte financeiro aos projetos de  inovação no país.
Durante a audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação do Senado Federal coloquei a necessidade de uma ampla discussão envolvendo a racionalização da governança do FNDCT no sentido de torná-lo mais ágil e eficiente, algo fundamental para um setor extremamente dinâmico como a inovação.

Veja o trecho onde trato dessa questão:


Para assistir o evento na íntegra, clique aqui.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Cintra defende mais recursos para C,T&I no Senado Federal

O presidente da Finep, Marcos Cintra, disse na quinta audiência Pública sobre Fundos de Incentivo ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação Comunicação e Informática, no Senado, que é indispensável priorizar a área de ciência, tecnologia e inovação porque “o sistema  está no caminho  da insustentabilidade”.   A afirmação se deu durante os debates sobre a PEC 55. Caso seja aprovada pelo Senado, a proposta congelará o que tem sido considerado o pior orçamento público federal dos últimos sete anos. Ou seja, R$ 4,6 bilhões, aproximadamente 40% menor do investimento de 2013. Cintra já havia falado sobre este assunto em debate ocorrido na própria sede da Finep.

Cintra alertou que o Brasil possui um dos mais complexos sistemas de C&T do mundo, comparável ao Canadá, Itália e aos países que compõem os BRICs. No entanto, os esforços dispendidos nos últimos 30 anos de produção científica começam a ficar comprometidos. Há um gap imenso entre produção e aplicação, o que inviabiliza a inovação. “Não adianta a pesquisa pura e simples se ela não chega à prateleira, ao mercado de trabalho”, assegura.

Além disso, o presidente salientou que a  Finep é responsável pela execução dos recursos do FNDCT, principal fonte de apoio ao fortalecimento da base científica e tecnológica do País (infraestrutura, recursos humanos e pesquisa) e à atividade de inovação nas empresas.  Alertou que o fundo está sobrecarregado e caminha "rapidamente" para a insustentabilidade do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. Dados apresentados mostram que de 2001 a 2016 o FNDCT arrecadou R$ 44,5 bilhões. No entanto, apenas R$ 20,4 bilhões foram executados neste período. "A maior parte dos recursos foi contingenciada ou não executada para ajudar na formação de superávit primário do governo".

O executivo disse, ainda, que o primeiro corte na arrecadação do FNDCT se deu no final de 2013, com a perda do CT-Petro (Fundo Setorial do Petróleo). A partir da PLOA (Lei Orçamentária Anual) de 2014, não foi mais possível contar com os recursos dessa fonte. O segundo corte se dá com a PEC 275, que aumentou a DRU incidente nas receitas vinculadas ao FNDCT de 20% a 30%.

“Enfim, é preciso sensibilizar o Congresso Nacional no sentido de garantir os recursos necessários à manutenção do sistema, de tal forma que se possa alavancar a geração de renda, emprego e qualidade de vida”, complementou.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dignóstico CTI e o papel da Finep

Participei nesta terça-feira (22/11) de Audiência Pública no Senado Federal para discutir incentivos à Ciência, Tecnologia e Inovação no país.
Disponibilizarei aos interessados partes da minha apresentação. De início faço um breve diagnóstico do setor e apresento um resumo do papel da Finep:


Para assistir o evento na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=ABHFJv0pKxA&t=4340s
Mias sobre o assunto: http://www.finep.gov.br/noticias/todas-noticias/5348-cintra-defende-mais-recursos-para-c-t-i-no-senado-federal